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24.09.2025 12:30

Passei um ano como homem trans. Os médicos me deixaram na pior.

Aos 18 anos, Sydney Wright acreditou que a transição resolveria seus conflitos, mas acabou em um caminho de sofrimento físico e emocional. Hoje, arrepende-se e alerta jovens e profissionais de saúde sobre os riscos de decisões precipitadas.
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A norte-americana Sydney Wright decidiu iniciar a transição de gênero aos 18 anos, acreditando que isso resolveria seus conflitos de identidade e inseguranças relacionadas à sua orientação sexual. Após poucas sessões de terapia, conseguiu autorização para iniciar hormonioterapia e logo passou a se apresentar como homem.

O processo, porém, trouxe consequências graves. Sydney relata que ganhou 25 quilos, tornou-se pré-diabética, apresentou alterações no sangue e perdeu a autoconfiança. Mesmo diante dos sintomas, afirma que os médicos não interromperam o tratamento e minimizaram os riscos, o que aumentou seu sentimento de abandono.

A jovem decidiu abandonar a transição após uma conversa decisiva com o avô, mas enfrentou forte síndrome de abstinência, internações e meses de sofrimento até se estabilizar. Hoje, ainda convive com sequelas físicas, como a voz mais grossa, além de desafios burocráticos por ter documentos oficiais com o sexo alterado.

Sydney afirma ser grata por ter sobrevivido e faz um alerta: defende que a sociedade e os profissionais de saúde adotem mais cautela antes de encaminhar adolescentes e jovens para processos de mudança de gênero. Segundo ela, histórias como a sua devem servir de reflexão sobre os riscos de decisões precipitadas.